terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A dor

   Infelizmente a dor vem quando menos se espera. Hoje a 20 de Agosto de 2025 perdi o meu maior pilar, a minha conselheira. Perdi a minha grande mulher, a minha mãe que nos deu toda a sua vida a educar-nos e a fazer o melhor para sermos melhores no nosso futuro;devo toda a minha vida a esta grande mulher. Ela esteve lá para todos nós, sempre com muito carinho,muito amor e muitos ensinamentos para nos dar.

  Ela era a mãe que nunca tive, a única que nunca desistiu de mim. Hoje a dor é intensa, nunca senti nada assim; uma dor que parece arrancar um enorme pedaço de mim.

  Às 6:30h acordei com um enorme desconforto no peito, voltei adormecer para ignorar o que sentia, mas parecia que a qualquer momento o desconforto aumentava ainda mais. Perto das 9h da manhã a chamada chega e recebo a pior notícia de sempre na minha vida a dizer que a minha mãe partiu, lembro-me de dizer que a mãe não; não queria acreditar, queria que aquilo fosse um pesadelo e quando acordasse estaria tudo bem.

  O que será de mim agora sem a minha mãe?

  Como vou viver neste mundo sem a minha mãe?

  Era para a minha mãe que eu ligava cada vez que as coisas pesavam;falar com ela trazia-me tranquilidade;facilidade em suportar as coisas. E agora com quem vou falar? Quem me trará tranquilidade?

  Agora vejo-me sozinha, vou ter de aprender a viver sem a minha mãe, aprender a suportar tudo sem poder falar com ninguém.

  Ainda estou em choque e não quero acreditar que ela se foi. Agora o que fica são as lembranças, o vazio, a dor, o descobrimento de como viver sem a minha mãe. Ainda há uns dias falei com a minha mãe e tínhamos combinado de eu ir ter com ela para passarmos um tempo juntas mal ela saísse do hospital. 

Mas quando saiu do hospital ela não ligou como tinha ficado combinado. A mãe quis-me poupar do sofrimento de não ter de a ver a sofrer; mas não adiantou de nada. Agora quem está a sofrer sou eu porque fiquei sem a minha mãe e também não estive com ela antes dela ter partido.

  Agora vou ter de redescobrir uma nova maneira de viver;a única forma que eu sabia viver era com a minha mãe viva e que sabia que a qualquer aperto eu ligava para ela e só de a ouvir ficava bem.

  No meio de viver outra maneira,as lembranças ecoarão sempre na minha cabeça e no meu coração.

  Irei sempre manter os ensinamentos que me deixou.



  Mãe, eu amo-te tanto, não é justo teres partido cedo demais, eu ainda precisava de ti. Agora sem ti é um sinal que terei de continuar a minha jornada sem depender de ti no mínimo aperto que haja. 

  Descansa Mãe, protege-me daí de cima, agora és a minha estrela guia. Um dia nos iremos reencontrar. Amo-te

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